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Entenda a Rinoplastia Primária e Secundária

20/03/2018 | Rinoplastia

Rinoplastia Primária e Secundária

Os termos “Rinoplastia Primária” e “Rinoplastia Secundária”, surgiram para explicar casos de primeira e segunda operação. Parece simples, entretanto é uma questão realmente complexa. Isso porque, existem vários fatores cirúrgicos envolvidos para tratar do assunto. O paciente que procura o cirurgião pela primeira vez e que nunca fez cirurgia estética nasal, tratamos como Rinoplastia Primária. A vantagem de tal procedimento é a captação do enxerto, a qual é realizada através do septo nasal. Nesse caso, não há a necessidade de realizar incisões em outros locais do corpo, e a confecção do acesso cirúrgico tende a ser mais “fácil” para o cirurgião. Mas nem sempre é tão simples, como havíamos dito. Existem situações em que a Rinoplastia Primária necessita de enxertos de outras localidades. Um dos casos é aquele em que o paciente não possui cartilagem de septo nasal suficiente para a estruturação nasal. Isso deve ser explicado previamente na consulta médica.

A Rinoplastia Secundária ocorre quando não se conseguiu um resultado estético e/ou funcional adequado a partir da primeira cirurgia. Nesses casos, geralmente precisamos da utilização de enxertos retirados de cartilagem de orelha ou costela. A cirurgia se torna mais complexa e demorada, e o nariz possui mais aderências, necessitando de muita habilidade e experiência do cirurgião. Muitas vezes a “culpa” pelo resultado insatisfatório não é necessariamente de quem realizou a cirurgia. Existem várias questões para explicar tal fato. A primeira é a técnica utilizada. A chamada Rinoplastia Redutora (antiga) acarretava em retrações e modificação da forma do nariz nos anos subsequentes à cirurgia. Por isso , preferimos a Rinoplastia Estruturada para minimizar tal efeito. Em segundo lugar, cada paciente possui uma cicatrização diferente. Existem casos em que ocorre a formação de fibrose com modificação completa da forma do nariz. Através da utilização de massagens e infiltração de substâncias que retardam ou dissolvem a fibrose, conseguimos minimizar ou recuperar a forma, mas nem sempre é possível. Por fim, há situações em que, mesmo com a técnica adequada, o nariz se modifica, pois pode ocorrer migração dos enxertos e absorção dos pontos de fixação, rejeição dos fios, infecção local, entre outros.

Como havíamos dito, a Rinoplastia Primária e Secundária possui suas particularidades. Mas no “final da história” a grande maioria dos pacientes conseguem o chamado “nariz dos sonhos”. A dica é: escolha muito bem seu cirurgião porque Rinoplastia é uma cirurgia com muitos detalhes.


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